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sábado, 23 de agosto de 2014

O Del Rey do Leonardo!



Aqui está mais um belo exemplar, o Del Rey do Leonardo Luciano F. da Silva. Trata-se de um modelo 90 1.8 Ghia.
Luciano nos enviou as fotos com a seguinte mensagem:

“Amigo, estou enviando algumas fotos de meu Del Rey 90 1.8 Ghia, motor AP a gasolina, interior marrom, original. Gostaria de vê-las publicadas no blog! Me deixaria muito feliz por compartilhar este clássico com todos. Gostaria de vê-lo fazer parte de seu blog, obrigado.”

Desejo atendido, Leonardo! E parabéns pelo belíssimo exemplar!






sábado, 28 de junho de 2014

Mais uma raridade para o nosso clube!


Recebi recentemente e-mail do amigo leitor Marcelo José Marques, de Bauru - SP com breve texto falando de seu maravilho Del Rey Ghia 4 portas 90 AP1.8.

"Bom dia...
Estou compartilhando com todos minha relíquia, um Del Rey Ghia 4 portas ano 90 AP1.8 completo e funcionando tudo. Está comigo a 8 anos e é a paixão do meu filho também, que o chama carinhosamente de “Del”.
Esse é verdadeiramente uma raridade, que por onde passa chama atenção e desperta a curiosidade de todos. Está em plena atividade e sempre pronto para qualquer viagem, é só entrar e andar. Sua mecânica é sempre revisada por mecânico aqui da cidade que é aposentado da Ford, então um especialista.
Abraço a todos."













sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

É impossível ver um Del Rey e não admirá-lo.


Mas é a mais pura verdade!
É indescritível o prazer de dirigir um "clássico" da industria automobilística brasileira, vermos a quantidade de acessórios que eram oferecidos numa época em que conforto não era o principal requisito na compra e venda de automóveis em nosso País. 
Poucas vezes vi uma frase tão bem colocada no marketing de um produto: "Ford Del Rey. Questão de requinte!" 








terça-feira, 9 de abril de 2013

Este é o meu Del Rey Ghia.


Está aí novamente o meu Del Rey Ghia 90!
Em breve ele passará por algumas melhorias, a começar pelas rodas de liga, que passarão por uma bela reforma. Não sei ainda se deixarei os pequenos "gomos" polidos ou se pintarei por completo. Já tenho as rodas 14 de aço para substituí-las.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ford Del Rey: Questão de Requinte.


Autor deste blog, me chamo Amarildo Mayrink, moro em Bicas – MG e sou proprietário do DEL REY ano 90 1.8 Ghia azul que ilustra a segunda postagem aqui no blog. Foi justamente este carro que me levou a criar um novo espaço destinado a preservar a história do Ford Del Rey, um dos mais belos, luxuosos e completos (para a época) veículos já fabricados no Brasil. 
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A história deste clássico da indústria automobilística brasileira teve início no princípio dos anos 80.  Diante dos altos preços dos combustíveis no Brasil, vivíamos o fim da era dos carrões de luxo, onde apenas o Opala Diplomata conseguiu resistir por mais alguns anos. A Ford entendeu que era necessário lançar um novo modelo para substituir o velho Landau V8, modelo-evolução dos LTD e Galaxie. Um carro que aliasse motor econômico e porte de carro médio à beleza, ao luxo e ao conforto. Ela já possuía no mercado o belo Corcel II, mas o modelo mais luxuoso, o LDO, ainda não apresentava equipamentos de luxo e conforto exigidos por uma ainda grande fatia do mercado dos carros de luxo.
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Neste cenário, aliando economia e eficiência, a Ford lança em 1982, um dos mais belos e luxuosos carros nacionais: o Del Rey. Externamente, ele nada mais era que um Corcel II até a coluna central das portas, tendo como grande diferença sua grade frontal em frisos verticais cromados e um novo desenho da lanterna de sinalização. Da coluna central em diante, a equipe de projetos da Ford fez uma mudança significativa em toda a parte traseira do veículo, que passou a apresentar um corte radical na altura da coluna traseira, tendo sua tampa do porta-malas praticamente na horizontal, dando um visual belíssimo, que lembrava alguns modelos da Mercedes-benz da época, fazendo com que o Del Rey tivesse boa visibilidade para todos os lados graças também aos seus grandes vidros. O Del Rey Ghia era também um dos primeiros carros das grandes montadoras brasileiras a sair de fábrica com um belo jogo de rodas de liga leve.
Na parte mecânica, começou com o velho e econômico motor 1.6 de origem Renault, que já apresentava dificuldades para empurrar o Corcel II e teve mais dificuldades ainda no caso do Del Rey, que contava com equipamentos como direção hidráulica, ar-condicionado e opcionalmente o câmbio automático. A mudança para o motor Ford CHT, também 1.6 não surtiu o efeito desejado, mas o bom e confortável Del Rey continuava a agradar seu público cativo.
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Por dentro, a grande transformação! A palavra “requinte”, marca registrada das campanhas publicitárias do Del Rey, exprimia a mais pura verdade, principalmente para a época de seu lançamento, com acabamento interno extremamente refinado, bastante superior se comparado aos demais carros nacionais, mesmo nos dias de hoje. Destacava-se também pelo baixíssimo nível de ruído, graças à colocação de mantas fono-absorventes que envolviam todo o habitáculo do carro. Ou seja, um carro requintado, bonito e silencioso, o Del Rey Ghia – o top de linha - despertava furor quando passava.
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Painel belíssimo. À noite, iluminação indireta em tom azul, um de seus maiores atrativos.
O conforto era o principal cartão de visitas do Del Rey.


O painel surpreendia a todos com sua iluminação indireta – inédita para a época – com suas luzes iluminando o painel mais completo dos carros nacionais num belíssimo tom de azul, que iluminava uma grande quantidade de instrumentos. Era velocímetro, conta-giros, medidores de temperatura e de pressão do óleo, marcador de nível de combustível com luz de advertência quando entrava na reserva e oito luzes de advertência muito bem posicionadas num painel de fácil leitura. Porém o grande charme ficava com o relógio digital, também na cor azul, fixado no teto, logo à frente do motorista, trazendo também luzes de leitura individuais para motorista e acompanhante.

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O painel mais completo entre os carros nacionais da época.
Contorle remoto dos retrovisores externos.


Além de direção hidráulica e ar condicionado, o Del Rey Ghia contava também comando elétrico dos vidros, desembaçador elétrico do vidro traseiro, trava elétrica das portas através de comando na porta do motorista, cinto de segurança retrátil e inercial de três pontos com sistema de alívio de tensão, para-brisa laminado degradê e vidros climatizados. Com o passar dos anos, o Del Rey tornou-se ainda mais completo com a adoção de controles elétricos de regulagem dos retrovisores externos, encosto de cabeça nos bancos traseiros, direção hidráulica, controle elétrico de abertura do porta-malas, brake light, luzes de leitura individuais também para dois passageiros do banco traseiro dotado de um confortável apoio central de braços. A qualidade e a padronagem da forração dos bancos e da forração interna sempre foi de extremo bom gosto, característica Ford.

Interior extremamente confortável.
O charme do relógio digital, um luxo na época.


Com a criação da Autolatina – fusão da Ford com a Volkswagen – alguns carros da Ford passaram a receber o motor Volkswagen AP 1.8, um motor mais moderno, com 93 cavalos e potência 30% maior que o antigo motor Ford CHT 1.6. A Partir de 1989 o Del Rey recebeu este motor e a mudança transformou o sedã de luxo da Ford. O Del Rey tornou-se um carro ainda mais agradável de dirigir, aliando o já tradicional conforto ao desempenho e à segurança, já que sua suspensão recebera nova calibragem. As revistas especializadas da época mostravam em seus testes que o novo Del Rey 1.8 alcançava os 160 kn/h e acelerava de 0 a 100 Km/h em 14 seg.

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Motor AP 1.8, neste modelo 1990, a gasolina.
Após quase dez anos de produção no Brasil, o Ford Del Rey deixou de ser fabricado, sendo substituído pelo Versailles, na verdade, um VW Santana maquiado de Ford.
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